Sonho

January 20, 2009

Abro os olhos, deitado, por um momento procuro pensar sobre onde estou, mas algo me chama mais atenção…

Algo que me aquece. Um calor assim, diferente, você sabe. Dou um beijo, retribuído por longo carinho. Ela aperta meu corpo contra o seu e essa é minha vez de retribuir.

Andando, já a algum tempo. Onde mesmo? qualquer lugar, não importa. “Me abraça!”, diz ela. Abraço e falo alguma coisa, como se não quisesse fazer aquilo o tempo todo.

Caminhando juntos, trocamos juras e fazemos outras dessas coisas fora de moda. Tão adolescentes… Temos responsabilidades reais pra lidar, medos e preocupações também. A maioria fica pra depois. Cuidaremos disso mais tarde, juntos. Nesse momento, nos importa pouco além do nosso mundinho particular.

Aparecem as estrelas, hora de voltar. Temos o que precisamos, portanto, nos escondemos um pouco mais do resto do mundo. Um pouco de luz, vinho, algo pra fazer barulho, um lugar confortável. Nesse momento, sim, agora somos só nós dois. “Enfim sós”. Duas pessoas que se completam nas diferenças, se equilibram se opondo e se entregando.

Deitado, paro pra pensar um pouco. Tanto, tanto. E tanto. Ela se acomoda no meu ombro, diz que está cansada. Dessa vez, antes mesmo de ela pedir, eu a abraço.

Terra assassina!

January 7, 2009

Eu vivo visitando o Uol, lá do trabalho. Leio todas as matérias de capa, depois passo por uma ou duas seções que me interessam mais. Mas o que me espanta, e é esse o tema desse post, é a quantidade de notícias sobre morte. Sempre tem, no bloco “notícias”, pelo menos um morto. Mas além desses, recentemente tivemos vários desastres, nem todos naturais, que mataram muitas pessoas. As chuvas em Santa Catarina, Minas Gerais e agora no Rio de Janeiro; os atentados em Dubai; os ataques à faixa de Gaza.

Parece acaso. Mas não consigo deiaxr de pensar que isso pode ser o mundo se voltando contra os seres humanos. Todo mundo já ouviu falar que o planeta está superpovoado e tal e que isso não tem solução simples. Meus devaneios me levam a pensar que talvez o mundo esteja tentando corrigir isso e não só com catástrofes naturais, mas também todas essas guerras ou matanças. Onde já se viu? Todo dia morrem dezenas nas mãos de outras pessoas, isso só na capa do Uol. Só pode ser coisa de uma força maior, vontade maior. Como não acredito em deus ou diabo, ponho a culpa na Terra, lutando pela própria sobrevivência.

É bizarro. Só queria expressar minha surpresa com a quantidade de mortes que têm havido recentemente. Me dá certo medo, onde é que isso vai parar? Tá ficando perigoso…

passado que não aconteceu e prévia do futuro (?)

December 23, 2008

mais de 20 dias sem postar. e eu que pensei que desse eu iria cuidar. mas tudo bem, ainda pode dar tempo, quem sabe ainda não consigo revivê-lo…

fui ao interior recentemente. de lá, tive várias idéias para escrever. por azar, não levei um caderno para anotar nada. ia escrever sobre a morte, sobre os eventos que a sucedem e sobre as pessoas e como reagem. caiu do carro quando ele quebrou na viagem de volta…

o texto que eu tinha pensado em escrever quando fui ia se chamar “Transmigração” e ia fechar o ciclo dos primeiros posts. A palavra eu não sei se existe, nem no português nem no inglês, mas o termo foi tirado do jogo Disgaea, para PSP, e envolve “reiniciar um personagem, mas mais forte que anteriormente” (use o google para mais detalhes). perdeu o sentido depois de ter demorado tanto a escrever…

eu costumo fazer isso com sites e outras coisas a fins. espero que em breve eu me dedique mais a essas coisas a fins… tenho vontade de desenhar, de fazer animação, de escrever… quem sabe algumas coisas aconteçam no próximo ano que me dêem mais chance de fazer essas coisas. enfim, espero conseguir manter esse blog e dar início a outros projetos que tenho em mente. pensar menos e começar a fazer mais. vai valer a pena.

sem música. meu pc tá sem som…

deve ter sido a barba

December 1, 2008

tava parecendo um mendigo… mentira… mas depois que fiz a barba e me olhei no espelho, parecia outra pessoa. achei até bonito. que bom que sobrevivi a mais uma, acordei com outra noção de vida, de espaço e de tempo e etc. um fim de semana que ainda será muito comentado, ainda que só na minha mente, de mim pra mim mesmo.

porra, fiz merdinha. não queria ter brigado com ela, não sei mesmo o que me aconteceu. me perdoa? já passei por tantos fins de semana parecidos com esse, até pedi por alguns e de repente passo mal desse jeito.

bom, esse blog tem estado meio reclamão demais, meio fraco demais, não estou gostando. vou mudar o tom disso. quero também mudar o design, desenhar algo talvez, não deve ser tão difícil.

tá com cara de reset… de recomeço

ressaca

December 1, 2008

isso, bebe mesmo idiota. e ainda conta pra quem quiser ler.

depois, acorda no meio da madrugada, com a cabeça parecendo uma esponja seca. vai lá, acha bonito.

pelo menos, nenhuma perda material. até a palheta foi fácil de encontrar. afinal, você sabe, palhetas estão quase ali com canetas bic. eu tenho o orgulho de dizer que não perdi mais do que 2 ou 3 palhetas na minha vida. apesar de que também tive só umas 5 ou 6… enfim, 50% de perda de palhetas tá bom pra caralho.

daqui a pouco é hora de acordar. acordar de verdade. acordar do fim de semana, seguir com a vida, fazer o que é esperado. trabalhar. quando não trabalhava, estudava, se preparava pra isso. naquela época era mais fácil, sim, não tinha essa noção toda. isso porque ainda me chamam de inexperiente. talvez as previsões se confirmem e eu me torne mesmo um velho ranzinza, já reclamo como um e nem sou tãããããããão velho assim. mas é difícil mesmo se conformar, fala a verdade, estudar 10, 15 anos e depois ter que trabalhar outros 40, 50, 60 e ainda ficar feliz por ter 1 mês de férias por ano, ou menos, afinal você nem tem dinheiro pra sobreviver um mês sem trabalhar, daí vende 10 dias… enfim (gui estatístico: já usei bastante a palavra enfim por aqui…) deixa eu tentar dormir de novo…

huuummmmm… que delícia tocar the long blondes. músicas fáceis, com um puta ritmo bacana, me deixam satisfeito… sente essa: The Long Blondes – Once and never again

I wish I had the power

November 30, 2008

if I had a gundam,
would beat the terrotists
if I had the speed
would make the clouds go away

if I had the strength
would make the bullets stop
if I had the ring
would make all the shapes
so that you all could be safe

if I could
then i would
I’d go wherever i can
so that it would never happen again

weekend without make up

November 30, 2008

yeah, ok…. fiz um blog… caraca….
enfim, fiz a porra do blog…
passei um fim de semana de saudade. espero que eu não tenha muitos outros. Passei pensando no meu futuro, na morte também. O que eu posso fazer? Na verdade, a questão é “o que eu não posso fazer?”. Não consigo imaginar nada que eu não possa fazer. Enfim. hoje eu estou me sentindo carente e solitário, parece que eu voltei no tempo, nas fases. Já me senti sozinho antes, pensei que não voltaria mais a essa sensação, mas voltei. Dessa vez pior. Como contei a meu primo, nunca me senti assim antes na solidão. Provavelmente é por causa do amor e das expectativas que ele traz. Let’s see what we can do with it.

As sensações que tive nessa semana me lembram 2 músicas.

Maximo Park – Karaoke Plays

 

The Long Blonds – Weekend without make up

 

Sei lá se isso deu certo. Estou bem bêbado pra ler, rever, se está bom ou não… Se  alguém ler isso, pelo menos deixe um comentário dizendo “eu li”


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